1 de agosto de 2014

Sudeste asiático em movimento

South East Asia from daniel azulai bittencourt on Vimeo.

Esse vídeo foi realizado em uma viagem para o sudeste asiático em 2013. A viagem durou 40 dias e passeamos por Singapura, Malásia, Indonésia e Filipinas.

25 de junho de 2014

Filipinas - quando ir, como chegar, onde ficar, o que fazer e muito mais! Parte IV


Para você que está acompanhando outros textos sobre a viagem pelas Filipinas já deu para perceber que chegar ao paraíso não é algo assim tão simples. E nesse post o paraíso em questão é El Nido, que fica na ilhas Palawan.

Visual em um dos passeios de barco pelas ilhas de El NIdo

Com um ecossistema extraordinário que compreende uma riqueza de fauna e flora diversificada, ilhas e ilhotas a perder de vista, cavernas pré-históricas, magníficas falésias de calcário, lagoas e praias de areia bem branquinha e águas cristalinas, a pequena cidade de El Nido é a porta de entrada para essa impressionante riqueza natural pronta para ser explorada ou para simplesmente apreciar a deliciosa arte de não fazer nada.

Conhecida com "o céu na Terra",  El Nido atordoa os visitantes de tanta perfeição.

Esse lugar é um segredo que vou contar aqui onde fica! 

Depois de um dia de pura satisfação que começa com um passeio de barco por ilhas com piscinas naturais, mergulhos incríveis ( onde é fácil dar de cara com o lindo mutualismo dos peixe-palhaços com as anêmonas ). almoço na beira da praia, o dia termina com um pôr do sol incrível que usa e abusa de cores que vão desde a paleta do amarelo com laranja até o lilás com roxo...é de perder o fôlego de tanta emoção.

Pôr do sol inesquecível em El Nido

Não é à toa que El Nido ficou conhecida internacionalmente pela CNN Travel como uma das mais lindas praias do mundo.

E você deve estar me perguntando, vale a pena mesmo todo esse sacrifício? Venha comigo e tire suas próprias conclusões.

COMO CHEGAR

Depois de várias conexões de vôos, mais de seis horas sentados na caixa de ferramenta de uma van (por não ter mais banco disponível), pneu furado no caminho, finalmente chegamos tarde da noite na tão famosa cidade de El Nido que fica no extremo noroeste da ilha de Palawan. Veja no ponto azul do mapa abaixo onde fomos parar.

















 Até onde eu sei, tem três maneiras de se chegar:

Avião - a empresa aérea ITIAir ( Island Transvoyager ) tem vôos diretos de Manila para o pequeno aeroporto de El Nido chamado Lio que oferece três horários: 7 horas , 11 horas ou às 15 horas. E a volta de El Nido para Manila são três vôos diários também: 9 horas, às 13 horas e às 17 horas.

Cada ticket custa 6.750 pesos filipinos o que equivale aproximadamente 160 dólares por trecho ( U$ 320 ida e volta ) e só é permitido 10 quilos por mala. Para malas acima do peso a cada quilo extra você paga 3 dólares. O vôo dura uma hora e imagino que deva ter um visual impressionante.

Clique AQUI para ver o site oficial da companhia aérea e não se assuste: o site há anos continua "em construção". Para comprar sua passagem o melhor jeito é entrar em contato com a ART CAFE TRAVEL CENTER que é a melhor e mais confiável agência de viagem em El Nido. Além disso eles também tem ao lado da agência uma loja com souvenirs e um delicioso bar/restaurante onde a turistada se encontra no final do dia para petiscar e ouvir uma música ao vivo.

Van - serviço de van de Puerto Princesa para El Nido é o que não falta quando você chega na ilha de Palawan. As vans praticamente saem de hora em hora de Puerto Princesa por uma estrada bem no "estilo Brasil" e que leva entre 6 a 7 horas para chegar ao paraíso. A passagem só de ida custa 600 pesos filipinos (aproximadamente 14 dólares) ou seja, separe uns 30 dólares de transporte para conhecer El Nido.

Se você quiser seguir o itinerário que eu criei, ou seja, conhecer primeiro Sabang (via van) onde fica o Underground river, dormir uma noite por lá e no dia seguinte seguir viagem de van também até El Nido também dá para fazer reserva com a ARTE CAFE TRAVEL CENTER . De Sabang até El nido a viagem dura entre 6 a 7 horas.

Ônibus -  outra alternativa e a mais econômica é ir com o ônibus de linha chamado RORO BUS que é moderno e com ar condicionado bombando a viagem toda. Para falar a verdade achei bem melhor que a viagem de van. Clique AQUI para ver o ônibus na página do facebook. Eles não tem site e também não reservam com muita antecedência. A passagem custa 500 pesos filipinos cada trecho.

Uma dica para quem vai por terra: se puder prepare um "farnelzinho" porque é difícil de achar algo bom para comer no caminho. Tanto o ônibus quanto a van param apenas uma vez para uma ida ao banheiro. Se puder leve frutas, água, chocolate, algo extra com você.


COMO É A CIDADE

El Nido respira turismo para todos os lados. O centrinho da cidade, onde tudo se concentra é pequeno e faz lembrar o tamanho da Guarda do Embaú em Santa Catarina.

A infra estrutura é boa, com restaurantes, lojinhas, farmácia, hotéis, pousadas e muitas, muitas agências de turismo que oferecem passeios para conhecer as ilhas da região. A arquitetura é simples, nada muito charmoso nesse miolo onde os hotéis ficam grudados uns nos outros. Para o meu gosto, cheio demais, barulhento demais...afinal o mundo inteiro vem visitar El Nido. E alguns povos, como os franceses, gostaram tanto do lugar que abriram lojinhas, creperias e por lá decidiram se instalar...

A cidade se resume em poucas ruas e travessas e tudo fica voltado para a baía de Bacuit de onde saem os barcos de manhã cedinho para fazer os passeios pelas fantásticas ilhas ao redor. Veja um mapa e umas fotos para você visualizar melhor:

El Nido tem uma população de 36 mil pessoas
o  pequeno centrinho de El Nido town
El Nido em outra perspectiva

Como chegamos tarde da noite, só queríamos um lugar para dormir e no dia seguinte sim, fazer um "olho clínico" na cidade e procurar um lugar bacana para ficar as cinco noites que vinham pela frente.

Nessa primeira noite ficamos no centro em um hotel chamado El Nido Waterfront que dava de frente para a baía de Bacuit. Não foi tão fácil achar um lugar para dormir nessa noite porque quase todos os hotéis estavam lotados. O quarto que dormimos era bem básico, mas não aconselho ficar por lá...muito urbano para um lugar tão mágico como esse.

ONDE FICAR

Nos cinco dias seguintes dormimos em dois hotéis diferentes:

El Nido Beach Hotel por 3 noites - Esse hotel fica também na baía da Bacuit mas como é um dos últimos da rua, ele é bem mais silencioso e também fácil para alcançar o centrinho a pé mesmo. Se você não cogita a hipótese de ter uma scotter para explorar além, aconselho a ficar por aqui mesmo. Se você olhar na foto acima que mostra a cidade, o El Nido Beach Hotel fica na extrema direita da baía.

O hotel é bom, tem café da manhã e as diárias são a partir de U$ 62, mas definitivamente não é o melhor lugar para ficar em El Nido. Nesse hotel nós ficamos por 3 noites. Esqueça internet rápida. Aqui não é o lugar para isso. Daí decidimos fugir um pouco do centro e fomos para o nosso segundo hotel:

El Nido Cove Resort & Spa  - por 2 noites - esse hotel foi fantástico. Um lugar romântico, bom para se isolar e só curtir a natureza. Na verdade o hotel é uma grande casa com quartos enormes no estilo loft (dois andares) de frente para um mar inacreditável de lindo! E o melhor, a praia só para você. No dia que nos hospedamos só tinha mais um casal chileno no hotel com a gente.

El Nido Cove Resort & Spa
O café da manhã é servido na grama de frente pro mar de os funcionários são muito amigáveis. A sensação é que você está em casa e não em um hotel.

Visual do café da manhã

A melhor parte do hotel: a noite dá para fazer caminhadas na luz do luar pela praia em completo silêncio e de dia dá para emprestar uns caiaques do hotel e sair remando por uns 40 minutos na baía super calma na frente onde você chega numa ilha minúscula e deserta.

Nessa ilhota tem piscinas naturais para passar o dia todo sendo massageado pelo mar. Nós levamos água, um lanchinho, snorquel e pronto...foi um dos dias mais lindos de toda a viagem. Para guardar na memória do coração.

Um dos dias mais lindos da viagem
Dica - Nesse hotel você vai precisar de uma scotter (ou carro) para chegar até o centrinho (se você quiser sair uma noite para jantar ou mesmo para fazer os passeios pelas ilhas ). O hotel fica a 10 km do centro e 4 km do aeroporto. Diárias a partir de U$ 85.

Tem mais um hotel para indicar que encontrei por lá e que com certeza será minha próxima estadia quando voltar: é uma jóia escondida em um cantinho afastado (mas não tanto) do centrinho de El Nido chamado Orange Pearl Beach Resort. As fotos do site não representam o que é a beleza desse lugar.

O hotel é simples mas tem tudo que se precisa para ser feliz. E que visual! Olha as redes que eles deixam ali na beira da praia para você relaxar...


No próximo post para fechar El Nido e o Dossiê Filipinas:

COMO SE LOCOMOVER ( scooter, carro, a pé, triciclo? )

O QUE FAZER ( venha entender como funciona os passeios )

DICAS, DICAS ( restaurantes charmosos, como abastecer a moto e muito mais )

Mais post sobre as Filipinas:

Filipinas - quando ir, como chegar, onde ficar, o que fazer e muito mais! Parte I

Filipinas - quando ir, como chegar, onde ficar, o que fazer e muito mais! Parte II

Filipinas - quando ir, como chegar, onde ficar, o que fazer e muito mais! Parte III


21 de abril de 2014

Filipinas - quando ir, como chegar, onde ficar, o que fazer e muito mais! Parte III

No terceiro texto sobre as Filipinas, vou contar sobre como foi a viagem até Palawan Islands, um arquipélago com mais de 650 quilômetros de extensão.

As ilhas Palawan ficam no extremo oeste da país, ou seja, a última fronteira das Filipinas e a capital Puerto Princesa, que fica no meio da ilha é o ponto de chegada e partida para todas as aventuras em Palawan.

COMO CHEGAR EM PALAWAN


As companhias aéreas que fazem vôos para Puerto Princesa são: Cebu Pacific Air e a Philippine Airline

a caminho de Puerto Princesa - Palawan Island


A parte sul, onde reside uma comunidade muçulmana é pouco explorada pelo turismo.

O trajeto traçado foi a partir de Puerto Princesa, sempre para o norte porque é lá onde se concentra a maioria das suas atrações como o Underground River e a pequena cidade litorânea de El Nido com o quintal aquático mais lindo e diferente que meus olhos já puderam ver, mas isso eu já te conto.

O QUE FAZER EM PUERTO PRINCESA

Aprendi pelas minhas experiências viajando nas Filipinas que as cidades de chegada e saída para as ilhas não tem nada de muito interessante para se fazer. Assim foi na chegada de Cebu para ir até Bantayan Island e novamente aconteceu com Puerto Princesa, com destino para El Nido.

A capital da Ilha de Palawan é pequena, barulhenta, com um centrinho bem ordinário e nada de muito atraente para ser bem sincera. Nas duas noites que dormimos por lá, alugamos uma scotter e saímos por todos os lados para explorar a região e ver se achávamos algo atraente ou pelo menos diferente. E o meu conselho é: não perca tempo em Puerto Princesa. Se programe para partir direto para o norte, porque qualquer minuto a mais em El Nido vale ouro.

Ficamos no hotel La Villa Princesa próximo ao aeroporto em uma região calma. O hotel eu fechei com uma agência de turismo bem bacana e confiável chamada Shore2Shore Travel and Tours que pode e muito te ajudar a montar itinerários pela ilha.

O hotel era passável mas se fosse novamente para Palawan procuraria por outra alternativa. Na verdade achei o quarto um pouco sufocante e com uma janela minúscula. A diária custou 1.400 pesos filipinos o que vale aproximadamente 32 dólares ( em 2013).

UMA TARDE EMOCIONANTE 

Se você gosta de explorar além das atrações turísticas, como nós, qualquer lugar aparentemente sem graça pode se tornar um dos dias mais especiais da viagem. E foi o que aconteceu com a gente. Um dia, saímos com a scooter sem rumo para bem longe da rota turística até dar de cara com um povoado. 

Era uma pequena vila de pescadores muito simples em frente ao mar. Estacionamos a moto e entramos em um corredor rodeado de palafitas desse pequeno vilarejo. Já na entrada percebemos a curiosidade dos moradores que sorriam para nós. Percorremos o trapiche até o final para ver o pôr do sol. Quando olhamos para trás, percebemos que umas oito crianças seguiam nossos passos.

um dia mágico

Devagar fomos fazendo amizade através de gestos, olhares e sorrisos. Daniel fazia barulhos de animais e elas morriam de rir. Tiramos várias fotos e na volta fomos convidados a entrar na casa de uma família de pescadores para aprender a arte de costurar uma rede de pesca. Eles também tinham muita curiosidade em se ver na câmera digital, por isso tiramos várias fotos. Dias como esses são emocionantes e não tem como planejar. São as gratas surpresas de uma viagem.



O QUE CONHECER EM PALAWAN ISLAND

UNDERGROUND RIVER -  reconhecido em 1999 pela Unesco como Patrimônio da Humanidade e em  2012 como uma das sete novas maravilhas da natureza pela fundação New7Wonders , o underground river é um dos mais longos rios subterrâneos navegáveis do mundo dentro de uma gigante caverna semi-submersa.

Quando estava planejando a viagem para as Filipinas, tentei reservar por conta própria uma data para o passeio via internet mas não consegui. Parece que já está tudo amarrado com as agências de turismo. Esse é o site se você quiser tentar: http://www.puerto-undergroundriver.com/

Acredito que mais de 90% das pessoas que querem conhecer o Underground River precisam comprar o pacote "van + tour" desde Puerto Princesa que custa 35 dólares e inclui o transporte ida e volta Puerto Princesa - Sabang que dura duas horas e mais o ingresso para o passeio.

A primeira etapa da aventura começa com uma viagem de 20 minutos em um barco de pesca até chegar em uma praia paradisíaca e onde está o preservado Parque Nacional.


Nessa praia você caminha por uns dez minutos dentro de uma mata tropical com muitos pássaros e já dá de cara com um lago de cor verde esmeralda que mais parece um sonho. Eu por mim ficava ali mesmo.


Nessa lagoa já sê vê os barquinhos de madeira ancorados esperando os visitantes que chegam em pencas. Ninguém entra na caverna sem antes colocar colete salva-vidas e capacete.


Com capacidade para até oito pessoas, o barco conduzido por um guia adentra pela boca da caverna e tudo vai se transformando em um completo breu e um silêncio quase que absoluto se não fosse pelo som emitido pelos milhares e milhares de morcegos que lá habitam. Realmente é uma sensação bem estranha.

E a primeira dica que eu posso te dar sobre esse passeio é a seguinte: se você tem pânico de morcego nem pense em entrar nesse rio subterrâneo. Pode realmente te dar um treco.

A segunda dica - quer olhar para cima para ver a beleza das formações rochosas e a altura da caverna? mantenha a boca bem fechada. O que cai de gotas de cocô de morcego não é brincadeira. Eu fui premiada com uma dessas caindo no meu olho. Já ofereço a terceira dica - vá de boné!

A altura da caverna é algo impressionate mesmo. As vezes eu olhava e quase não conseguia enxergar o fim de tão alto.

Eu preciso confessar: eu não me senti muito confortável nesse passeio. Além dos milhares de morcegos pendurados e empilhados um nos outros, o jeito que o guia nos conduziu chegou a ser irritante. Para resumir: eu fui a sorteada da turma do barco para segurar a lanterna e seguir as instruções do guia.

Com a lanterna nas mãos, o guia passava as coordenadas (no meio daquele breu) : "up, up, up, turn right, right, right, little more, stop" e daí ele dizia: "this is a horse", fazendo com que a gente entendesse que aquela rocha tinha a perfeição de um cavalo. E isso durou mais de 20 minutos: imagens como a de Nossa Senhora, o rosto de Jesus, Adão e Eva...vou te contar viu.

Eu tenho problema com esses passeios muito turísticos, mas posso garantir que se você abstrair os percalços te digo que sensação é única, afinal navegar em um rio subterrâneo daquele porte dentro de uma caverna gigante não é nada comum. É algo bem diferente na natureza.



O ITINERÁRIO IDEALIZADO 

A princípio a idéia seria ir até Sabang, cidade que abriga o Underground River National Park, dormir por lá uma noite em algum hotel e no dia seguinte pegar uma van e seguir até El Nido.

Na prática não pareceu tão fácil porque todas as agências em Puerto Princesa fazem um "bate volta" para o Underground River, ou seja, bem cedinho eles te buscam no hotel, viajam por duas horas até chegar em Sabang para fazer o passeio para o Underground River. O passeio dura o dia todo e perto do pôr do sol as vans voltam para Puerto Princesa.

Pensei com meus mapas: mas isso não faz sentido se você quer ir para El Nido.  
Por que voltar para Puerto Princesa se você já está em Sabang, ou seja, a caminho de El Nido?

Aí vem a primeira descoberta: não encontrei nenhum tour que fizesse apenas ida para lá. Eles vendem o passeio já fechado: ida e volta e o preço é tabelado: 1.500 pesos.

A única saída seria comprar uma passagem de ônibus de linha  (sem ar condicionado ) mas poderia levar até 4 horas porque vai parando em várias pequenas cidades. Decidimos ir de van mesmo já sabendo que perderíamos a volta.

Arriscado? Onde ficar por lá, já que não tínhamos hotel marcado? Que tamanho tem Sabang? quantos hotéis tem por lá? enfim, já sabíamos que uma aventura estava por vir.

O ITINERÁRIO REAL

Compramos dois lugares com a van e já explicamos para o motorista que não voltaríamos para Puerto Princesa e que dormiríamos em Sabang.

Depois do passeio no Underground river ( que já vou contar )  fomos até o centrinho da cidade em busca de um canto para dormir para partir para El Nido no dia seguinte. 
Dos poucos hotéis que tinham por lá (acho que nem chegavam a dez) todos estavam lotados. Já estava olhando um canto de uma árvore para passar a noite. E agora?

Começamos a procurar vans que estavam partindo de Sabang para El Nido naquela tarde e todas também estavam lotadas. Essas horas você só olha o paraíso e pensa: não vou me estressar, afinal estou de férias.

Por ali ficamos sentados só observando os turistas se agilizando com malas, colocando dentro das vans e partindo para El Nido. Numa dessas vans percebemos que uma delas não estava lotada e perguntamos ao motorista se ele podia nos levar. Por sorte conseguimos um lugarzinho apertado na van com vários franceses. A viagem até El Nido foi uma loucura.

Os motoristas "generalizando" são imprudentes e correm como loucos. A viagem resultou em um pneu furado no caminho. No final demos boas risadas esperando a troca sob um lindo luar. 

Se você quiser fazer esse mesmo trajeto que eu fiz, dormindo em Sabang e depois partir para El Nido, meu conselho: reserve com antecedência um hotelzinho na praia. Segue alguns deles:

 Mary's Cottage - uns chalés na beira da praia bem simpáticos.

Sheridan Beach Resort and Spa - esse é o hotel mais chique da região. Diárias a partir de 170 doletas.

Daluyon Beach - hotel bacana na frente da praia. Diárias a partir de 130 dólares.


No próximo capítulo: El Nido, um dos lugares mais lindos no mundo! Sim, é impressionante!

Textos sobre as Filipinas:

Filipinas - quando ir, como chegar, onde ficar, o que fazer e muito mais! Parte I

Filipinas - quando ir, como chegar, onde ficar, o que fazer e muito mais! Parte II

Filipinas - quando ir, como chegar, onde ficar, o que fazer e muito mais! Parte IV 









3 de abril de 2014

Filipinas - quando ir, como chegar, onde ficar, o que fazer e muito mais! Parte II

Quero contar um pouco da minha experiência nas Filipinas e dar dicas de como chegar nas ilhas que explorei por lá. Foram duas as escolhidas: Bantayan Island, uma desconhecida por turistas e a outra já bem famosa, mas escandalosamente linda chamada Palawan Island.

Com um país com mais de 7 mil ilhas, o mais difícil é decidir qual delas escolher. Através de muitas pesquisas e conversando com amigos filipinos que moram aqui em San Francisco, já sabia que a região de Visayas é a parte mais linda e também segura do país.



Quando vou me aventurar pela primeira vez num país procuro sempre conhecer uma região que já tem uma certa "notoriedade" ou seja, que já foi descoberta e onde o turismo é o ganha pão da comunidade local. Vou mesmo por curiosidade para ver como funciona tudo: o movimento, a estrutura, como eles atendem o turista entre outros detahes.

Em contrapartida, a segunda escolha é aquela que se vacilar não tem no mapa, ou seja, a menos turística possível, onde a pesquisa pela internet é escassa, onde implica em dificuldades para se chegar ao local, mas que muitas vezes são as grandes e boas surpresas em uma viagem. É o momento que eu mais gosto nas minhas andanças.

Aeroportos  - como decupar bem a sua viagem


Pois bem, para se chegar nas Filipinas os aeroportos mais fáceis de conexões internacionais são os de Manila, Cebu e Davao. Manila é o aeroporto mais importante e que atende quase todas as conexões e fica na parte verde do mapa, que é a região de Luzon. Na parte azul do mapa, região de Visayas, o aeroporto que melhor atende as conexões é do de Cebu. E por último, o aeroporto de Davao que fica no sul, onde fica Mindanao e onde os próprios Filipinos aconselham os turistas evitarem por não ser uma região segura.

Como estávamos voando de Bali para as Filipinas e de olho em Visayas, nosso aeroporto escolhido foi o de Cebu. Para se chegar até as Filipinas (de várias localidades no sudeste asiático ) procure por passagens aéreas pela Philippine Airlines e pela Cebu Pacific Air.

Veja o mapa de Cebu e seus arredores:



A caminho de Bantayan Island - uma noite em Cebu


Se você olhar no mapa acima vai ver escrito em verde Cebu. Ali mesmo no centro da ilha é onde fica o aeroporto. E olhando lá na pontinha norte dessa tripa que compõe Cebu, ao lado esquerdo tem uma ilha. Ali é o paraíso de Bantayan Island.

A cidade de Cebu é feia, parece uma grande favela, pelo menos na parte por onde andei. Se alguém tiver uma opinião diferente, por favor me corrija.

Como chegamos no final de tarde, resolvemos dormir uma noite na cidade e partir no dia seguinte para Bantayan. Para se chegar ao paraíso não é muito fácil. Qual era o trajeto? Vamos lá:

Dormimos em um hotel chamado Express Inn, que pela internet parecia bacana, preço bom (U$ 25)  e por ser bem pertinho do aeroporto resolveria nosso vida naquela noite. Pois eu não aconselho para ninguém porque parecia mais um prostíbulo. Todos os hóspedes levavam meninas menores de idade para dormir com eles nesse hotel. Algo triste de se ver. São os "perrengues" clássicos de viagem.

Por isso se você for ficar em Cebu, meu conselho: fique no Bella Vista Hotel.

Por sorte ficamos apenas uma noite e no dia seguinte cedinho já alugamos um carro com motorista para nos levar no extremo norte da ilha até o porto de Hagnaya onde saem os barcos para Bantayan.

A viagem apesar de ter 110 km de distância levou duas horas e vinte minutos. Nesse tempo eu pude perceber como Cebu é feia e mal cuidada e que me fez lembrar a parte pobre do nordeste brasileiro, tipo o Maranhão e todo aquele abandono.

O motorista era bem imprudente e por umas duas vezes pedimos para que ele não corresse daquela maneira porque podia ser perigoso atropelar um pedestre que praticamente dividia a estrada junto com o carro. Essa viagem em um carro com ar condicionado custou 40 dólares.


Quanto vale o seu dinheiro nas Filipinas ( abril 2014 )


Antes de continuar que tal ter uma idéia de quanto vale o seu dinheiro nas Filipinas?

A moeda lá é chamada de peso filipino e cada 100 dólares que você troca  equivale a 4.500 pesos filipinos. Eu achei os preços nas Filipinas ainda mais baratos que a Tailândia e Indonésia.



Por exemplo, um quarto na frente da praia em um resort bacana na ilha de Bantayan com ar condicionado, custa a partir de 2.380 pesos filipinos, ou seja, 52 dólares com café da manhã incluso.

Um jantar na beira da praia com tudo que você imaginar: camarão na grelha, peixe, lagosta ( tudo que eles buscam no mesmo dia no mar ), cerveja, drinques, salada, sobremesa saí por 20 dólares para um casal.

A viagem até a pitoresca ilha de Bantayan

O momento da chegada no porto de Hagnaya de onde parte o barco para Bantayan foi algo inédito na minha vida, pois foi a primeira vez que me senti um ET. Ali que percebi que estava indo para um local onde os nativos não estavam acostumados com turistas. O olhar deles era exageradamente curioso.

O porto era muito, muito simples mesmo e o barco na verdade era uma balsa que acomodava de tudo: carros, galinhas, cachorros, crianças, enfim, quase uma arca de noé. Essa balsa saí todos os dias de Hagnaya para Santa Fé (nome do porto em Bantayan) em três horários: 7:00, 10:30 e 14:30 e a viagem dura duas horas.


A viagem foi bem bonita e aos poucos você começa ver aquele marzão azul ganhando vida. Logo que avistei a ilha já sabia que estava no paraíso só de olhar de longe.


O que não imaginava era o "ataque" dos locais na hora que a balsa aportou na ilha. É o momento que eles tem para fazer um dinheirinho e a disputa sobra para nós turistas: era uma briga para carregar minha mala até o hotel ( que ainda não tinha visto nada ) por uns trocados. Aquela situação foi me deixando bem constrangida. Só que até então eu não tinha entendido aquele "ataque" (ainda mais chegando em um lugar que você nunca esteve) e são nesses momentos que você não sabe direito como se comportar.

Eu agradeci mas preferi dizer que já tinha um amigo me esperando lá na ilha e que não precisava de serviço nenhum.

Desci a pé mesmo da balsa e carregando minha própria mala, me refugiei num bar para respirar um pouco depois da situação desconfortável que passei tendo que dizer: "não, obrigada" por muitas vezes.

Pedi uma cervejinha e fiquei ali tentando entender. Passado uns 10 minutos, já não tinha mais locais te forçando algum serviço nem te olhando sem parar. Pude reagir e até puxei conversa com um senhor que por ali passava e ele já me levou em um bar de um suéco que foi o achado da ilha!
O bar não tem site mas existe umas fotos no facebook: https://www.facebook.com/pages/HR-Music-Bar-Native-Restaurant/154458891384642 Parecia que todos ali eram parentes do Keith Richards.

Ali mesmo deixei as malas por uma meia hora e fui atrás de um lugar para dormir, claro que com algumas indicações dos locais. Depois de andar ali por perto descobri o Marlin's Beach Resort que  depois de conversar com a recepcionista rolou até um desconto na tarifa balcão: de 4.900 pesos a diária, a simpática atendente fez por 2.380 pesos, que significa 52 dólares.

O quarto bem de frente para a praia tinha um ótimo ar condicionado, cama confortável, chuveiro bom, sacada para ficar admirando o paraíso e com direito a café da manhã.

nosso jardim do hotel

espreguiçando a preguiça

Durante meus dias por lá fui descobrindo outras boas opções hotéis que divido aqui:


- Budyong Beach Resort ( um dos lugares mais lindos )
- Anika Island Resort
- Sta. Fe Beach Club
- Ogtong Cave Resort

Tem até um filminho que achei na internet do Budyong, para mim o lugar mais legal para ficar na ilha.


O que fazer na ilha de Bantayan 

Se você procura badalação, restaurantes da moda, hotéis sofisticados, Bantayan não é pra você. O clima  por esse pedaço de terra é de uma simplicidade impressionante, pura, linda de se ver.  É bonito de observar a integração dos locais com a natureza.

Como quase não se encontram turistas na ilha, a sensação é que você é um extraterrestre porque os nativos estão sempre olhando e sorrindo tímido para você.

O programa por lá é curtir o ócio. Sem hora para acordar, o que te espera é um belo café da manhã na beira daquele mar azul que parece não ter fim.

O que fazer além de observar as cores, formas e aromas das novas espécies da ilha? Tirar o dia para andar pela natureza, nadar no mar por horas até a mão enrrugar, se perder em uma trilha em busca da praia secreta. Na verdade, quem vai te ajudar a encontrar essas praias são os nativos. Eles tem o maior prazer em te contar onde fica a "secret beach". Eu não saberia como te explicar aqui.


E a praia é um sonho mesmo. E o melhor: só para você.


Descobrir Bantayan é trocar um sorriso com uma turma de crianças voltando da escola pra casa, fazer amizade com uma família pelo caminho, subir no coqueiro, ir no centrinho da cidade pra comer um pão quentinho feito na hora. É ser observado bastante também. Dá para sentir que mesmo com o jeito tímido, eles buscam um contato. E não pense que é para pedir dinheiro. Não mesmo.



A ilha de Bantayan

Com 81 quilômetros quadrados, Bantayan tem dois centrinhos principais: o de Santa Fé por onde chega o barco e onde ficam quase 99% dos turistas e sem dúvida onde o mar é mais bonito.

O outro centrinho (que fica uns 20 minutos de scotter) é um pueblo antigo que leva o nome da ilha e onde fica a igrejinha, a praça, a feirinha e o mercado municipal. Lá também tem dois bancos para sacar dinheiro, mas eu aconselho ter com você dinheiro suficiente para pagar suas contas porque às vezes os caixas eletrônicos ficam indisponíveis.

Nesse centro você encontra uma padaria e algumas lojas de comércio, tudo bem simples. E veja, não é como a simplicidade de Cusco no Peru, por exemplo, que é toda voltada para o turismo. Aliás, nessa parte da ilha você não encontra turista. É a vida do local, a criançada saindo da escola, o porto onde os pescadores deixam as roupas secando no sol, os cachorros pelas ruas, e o povo olhando e sorrindo tímido para você.



Como se locomover a Bantayan

Se você gosta de aventura com emoção nada melhor que ter uma boa scotter nas mãos. Você pode ficar independente, parar onde quiser e também explorar caminhos desconhecidos. Para alugar uma scotter é só falar com o pessoal dos hotéis que eles já ligam para algum amigo e pronto: lá está a sua moto novinha por 8 dólares a diária. Em apenas um dia de moto você consegue percorrer toda a ilha.

Se você não quer pilotar, tem a opção de alugar um motorista o dia todo para te levar para os passeios. Lá eles constróem encima da moto um banco para duas pessoas, cobrem com um toldo a parte de cima e saem dirigindo por tudo. É bem divertido andar em uma "rela" também conhecido pelo nome de rickshaw ( na Índia ) ou tuk tuk em outros países na Ásia.





Próxima parada: a fantástica ilha de Palawan, onde está a praia de El Nido, também conhecida como "paraíso na terra".


Texto sobre as Filipinas:

Filipinas - quando ir, como chegar, onde ficar, o que fazer e muito mais! Parte I

Filipinas - quando ir, como chegar, onde ficar, o que fazer e muito mais! Parte III

Filipinas - quando ir, como chegar, onde ficar, o que fazer e muito mais! Parte IV


8 de março de 2014

Paris: quando ir, onde ficar, o que fazer e muito mais - Parte III


Tenho a impressão que Paris é o tipo de cidade que você pode morar por anos e anos e nunca vai se entediar por falta do que fazer. Paris é um verdadeiro caldeirão cultural, respirando o tempo todo história, arte e cultura. Das três semanas que fiquei por lá seguem alguns passeios que me marcaram:

Cemitério Père- Lachaise 

Para sair um pouco dos passeios convencionais, que tal uma tarde em um dos cemitérios mais célebres do mundo? Para alguns pode parecer um tanto estranho ficar caminhando por entre mortos em um ambiente fúnebre, mas acredite, a sensação de caminhar pelas ruelas do Père Lachaise é emocionante e única. Se você se deixar levar pelo clima bucólico e envolvente dos encantos da arquitetura neo-gótica, sua tarde pode se tornar inesquecível. Por lá, descansam nomes consagrados da história e da arte francesa e internacional. É um verdadeiro museu a céu aberto.

Se eu consegui te convencer, tenho um conselho: tenha um mapa em mãos se quiser ver as sepulturas dos famosos. Não é nem um pouco difícil se perder nas vias de paralelepípedos.

Entre as lápides mais visitadas está a de Edith Piaf que encantou gerações com sua voz singular. Na sua lápide coberta de flores é possível ler " La Vie en Rose".



Chopin, um dos maiores pianistas da história da humanidade também está enterrado no Père Lachaise.

Seguindo na área musical outra lápide famosa e sempre cheia de fãs é do Jim Morrison, o vocalista do The Doors.

túmulo da Edith Piaf

No dia da minha visita, o túmulo do Jim Morrison é onde tinham mais fãs. Tinha até um cercadinho que separava o túmulo dos visitantes, mas os fãs de Morrison não queriam saber, eles pulavam a cerca, acendiam uma vela, ligavam um som baixinho com a voz de Jim ao fundo e ficavam ao lado da lápide só curtindo o momento.



lápide do Jim Morrison

Voltando a infância, quem não lembra da fábula da lebre e da tartaruga? Pois lá você também pode visitar o túmulo de La Fontaine e bem ao lado da sua lápide está enterrado outro grande dramaturgo e considerado um dos gênios do teatro francês: Molière.

Alguns filósofos, escritores, pintores, escultores, historiadores que deixaram sua história para a posteridade e que estão enterrados no Père-Lachaise: Oscar Wilde, Honorè de Balzac, Cyrano de Bergerac, Delacroix e até o pai do espiritismo, Allan Kardec.

As torres da Catedral de Notre Dame

A catedral de Notre Dame com certeza é dos passeios mais conhecidos para se fazer em Paris. Localizada bem no coração da antiga cidade e não muito longe das margens do rio Sena, essa obra arquitetônica construída no ano de 1163 é uma das mais antigas igrejas no estilo gótico na cidade. Com suas dimensões imponentes e cheia de detalhes em cada milímetro, a visita à catedral é de encher os olhos de tanta arte e história.

fachada principal da Notre Dame

Confesso que toda essa beleza poderosa da catedral misturada com o circo que virou a praça Parvis, que fica em frente a fachada principal, deixa o clima meio "calçadão" com uma aglomeração de turistas vendo artistas de rua que fazem de tudoum pouco: colocam música da pior qualidade, cantam, pulam, dançam e passam o chapéu. Haja paciência.

interior da catedral

Para conhecer a Catedral você tem duas opções: a primeira e a mais procurada é o passeio pelo interior que é de graça, só que às vezes precisa encarar uma fila que pode ser desanimadora.

alto da torre

A outra opção é subir pela lateral esquerda da catedral por uma escadinha apertada em forma de caracol de quase 400 degraus. Pensei em fazer a visita próximo do pôr do sol e para mim foi uma das vistas mais lindas de Paris. Ficar perto dos gárgulas (o que sempre me atraiu na Catedral ) é uma experiência única. O ingresso para subir custa 8.50 euros e é sempre bom olhar as datas e horários. Nesse link AQUI você pode encontrar informações.

bem próximo dos gárgulas, com a torre Eiffel ao fundo


A livraria Shakespeare & Company 

Já que você estará do lado da catedral de Notre Dame, que tal atravessar para a margem esquerda do rio Sena e dar uma passada para conhecer uma das livrarias mais charmosas de Paris?



A Shakespeare & Company foi aberta em 1913 por uma americana chamada Sylvia Beach e na época era ponto de encontro de todos os escritores de língua inglesa em Paris.

Ernest Hemingway era um visitante regular na livraria, inclusive no seu livro "A Moveable Feast" ele retrata bem os anos 20 na cidade luz. Nessa mesma época, Beach acolhia, alimentava e dava apoio aos escritores que muitas vezes não tinham onde dormir, mas a única exigência era que eles lessem um livro por dia. A livraria é pequena, mas muito charmosa e sempre tem alguém recitando embaixo de uma linda árvore que fica do lado da Shakespeare & Company. Vale a pena uma visita.

O rio Sena e suas pontes


Essa nem eu imaginava meus caros, mas andei pesquisando e descobri que Paris tem 37 pontes sobre o rio Sena. Esteja certo, cruzar o rio Sena do "rive droite" (como os franceses chamam a margem direita) para o "rive gauche" (a margem esquerda) através de suas pontes lindíssimas é um momento para se viver muitas vezes na cidade. Não importa o horário e nem o tipo de locomoção, absolutamente tudo perto do Sena é de tirar o fôlego de tanta beleza.

As pontes mais famosas e que ficam no coração da antiga Paris são a Ponte Nova ( Pont Neuf ) que apesar do nome, é a mais antiga de todas. Construída de pedra e madeira a ponte foi inaugurado em 1606 por Henrique IV. A segunda ponte mais antiga da cidade e que faz ligação da Ilha de Saint Louis e o famoso Hotel Del Ville é a Pont Marie.

Outras pontes famosas e que valem uma vista são: Pont Alexander III, Pont des Arts, Pont Royal e Pont de La Tornelle.

Pont Alexandre III

Pont des Arts - onde os enamorados escrevem seus nomes no cadeado como jura de eterno amor.
Diz a lenda que só dá certo se a chave for jogada no rio Sena.


Museu D'Orsay

Situado à margem esquerda do rio Sena, o museu D' Orsay foi instalado em uma antiga e importante estação ferroviária desativada chamada Gare D'Orsay. Inaugurado em 1986, a coleção do museu retrata principalmente o período de 1848 até 1914, ou seja, um lar de profusão de artistas realistas/naturalistas, pré-impressionistas, impressionistas, expressionistas e art-nouveau como Van Gogh, Manet, Monet, Delacroix, Toulouse-Lautrec, Renoir, entre tantos outros.

o relógio que fica no último andar e onde se tem uma linda vista da cidade.

No terceiro andar do museu tem um café e uma grande varanda com vista para o rio Sena. Desfrutar de uma tarde sem pressa no museu D'Orsay é um bom alimento para a alma.







No próximo post: venha conhecer um pouco da Grécia! Atenas e as ilhas de Santorini e Milos.


16 de janeiro de 2014

Paris: quando ir, onde ficar, o que fazer e muito mais - Parte II

Como se locomover em Paris - metrô (em qualquer época do ano)

Paris é uma cidade fácil de se locomover graças a seu metrô, considerado um dos melhores e mais movimentados do mundo e que atende quase toda a cidade. Imagine, 214 quilômetros divididos em 16 linhas (numeradas de 1 a 14 com duas pequenas linhas 3bis e 7bis), com 62 conexões entre as linhas e 303 estações espalhadas pela cidade.

29 de dezembro de 2013

As melhores dicas de Paris - por quem vive lá

Como é bom ter amigos morando em uma cidade que você está indo visitar. Melhor é quando esses amigos dedicam dias para te levar para passear e te mostrar lugares que você não conheceria se não fosse por eles. Melhor ainda é depois de toda essa gentileza, você pede dicas e impressões da cidade para dividir com os leitores do blog e eles abrem o coração e revelam até segredos que só quem vive no local tem moral para contar. Salve a generosidade!

Sim, melhor impossível:  essa cidade é Paris!


4 de dezembro de 2013

Paris: quando ir, onde ficar, o que fazer e muito mais - Parte I

E lá estava eu em casa preparando o itinerário da nossa viagem de 40 dias de verão pela Europa e já tínhamos um consenso: conhecer novos lugares. A Grécia foi a primeira escolhida e logo em seguida veio a decisão de explorar um pouco o leste europeu começando pela Hungria e depois Eslováquia. 

A primeira peça do quebra-cabeça estava difícil de encaixar no orçamento: passagens em pleno verão é para chocar qualquer viajante: nada por menos de 1800 dólares para pisar em qualquer ponto da Europa.  Um belo dia de tanto pesquisar eis que surge por 1.000 dólares um vôo direto San Francisco para o Charles de Gaulle com a low fare francesa XLHora de agir. Só para constar: essa companhia só faz vôos dos Estados Unidos para França. Se procurar você encontra vôos a partir de 800 dólares. 

30 de novembro de 2013

Impressões sobre um verão em Paris

  • O vinho rosê em Paris é tão popular quanto a cervejinha no Brasil.
  • Se você é louco por queijo, prepare-se. É uma verdadeira tentação.
  • Fácil de entender porque os parisienses fogem da cidade no verão. Isso porque eu nem peguei o mal falado canicule. Ainda bem.
  • Normal subir seis, sete lances de escadas (circulares, veja bem) pelo menos duas vezes ao dia. Elevador na cidade luz é coisa rara.

19 de novembro de 2013

A vida é uma viagem expandiu!


Olá amigos visitantes, gostaria de anunciar em primeiríssima mão que o blog A vida é uma viagem acabou de ganhar um novo parceiro: o site


Ideal para quem está procurando uma ajuda no planejamento da próxima viagem!

1 de novembro de 2013

Filipinas - quando ir, como chegar, onde ficar, o que fazer e muito mais! Parte I

Você já parou para olhar por um minuto o mapa das Filipinas? Pois eu também nunca tinha visto até o dia de preparar o itinerário. Me diga se não faz lembrar uma pintura abstrata onde o artista deu várias pinceladas nesse azul da cor do mar? Aqui dá até para brincar de desbravador do sudeste asiático como fez o português Fernão de Magalhães em 1521: mais uma ilha à vista!

23 de setembro de 2013

A solitude de ser uma estrangeira em San Francisco

Eis aqui algumas impressões sobre como sinto e percebo San Francisco depois de seis anos vivendo e cada vez mais apaixonada...

- A cultura do ciclismo em San Francisco é a maior dos Estados Unidos. Andar de bike aqui é algo divertido e levado muito à sério. Existe uma enorme comunidade que usa bike como meio de transporte, para ir ao trabalho e a cada dia você percebe mais e mais adeptos. São dezenas de quilômetros de ciclovias. E não pense que as ladeiras atrapalham. Os locais já deram um jeito de andar por tudo sem sofrer (se você vier pedalar por aqui, procure se informar sobre o wiggle path e sobre as regras de trânsito).

17 de setembro de 2013

Las Vegas: quando ir, onde ficar, o que fazer e muito mais!


Vegas é uma cidade que pode ter muitas facetas, quase como se fosse um caleidoscópio. Uma cidade única, com uma vibração singular e claro, com muitas opções de entretenimento.

Se você me perguntar: o que tem pra fazer em Vegas? Eu te pergunto: em que fase do "jogo da vida" você se encontra? Vegas é isso!



16 de setembro de 2013

Utah, Arizona e Nevada - o paraíso mora ao lado, na terra dos índios navajos - PARTE I

É tão interessante pois o texto mais acessado no blog (hoje em dia) é o de Las Vegas. Eu entendo que Vegas seduz pelo seu colorido vibrante, com hotéis magníficos por preços razoavéis e seus caça-níqueis e outlets tentadores mirando o seu bolso. O mundo inteiro quer ver as águas dançantes do Bellagio. Nada contra, mas eu quero te levar além desse paraíso artificial.

É uma grata surpresa quando arrumamos a mala sem muitas expectativas para uma viagem e de repente pelo caminho começam a surgir lugares lindos, mágicos, nunca imaginados e a viagem vai se transformando em uma das mais lindas da sua vida.  E esse foi o sentimento nessa road trip de seis dias divididos em 1800 quilômetros mergulhando na maior reserva indígena dos Estados Unidos, passando pelos estados de Nevada, Arizona e Utah. E parece até ironia porque toda essa maravilha da natureza tem seu ponto de partida e chegada na transloucada e plastificada Vegas.

É meus amigos, o paraíso está bem ao lado mas é ofuscado pelos neons da grande Strip. Sorte a nossa. E eu posso te garantir: essa viagem ao coração da terra dos índios navajos é muito, mas muito mais bonita, emocionante e benéfica para o coração e para alma do que qualquer jogatina de casino.

Se você realmente gosta de pegar estrada, ver e sentir de perto a natureza, passar por desertos, parques nacionais, se perder por cidades fantasmas, ouvir o silêncio e admirar o pôr do sol, você precisa conhecer essa imensidão de terra, que em grande parte pertence a tribos indígenas.


Aluguel de carro

Não é difícil programar essa viagem. A primeira coisa a se fazer é alugar um carro em Vegas. Eu aconselho programar essa viagem entre cinco a sete dias. Quando você aluga um carro por uma semana a diária fica mais barata. É uma regra bem comum nas locadoras. Segue alguns sites que tem boas cotações:

- Expedia
- Fox
- Thrifty
- Budget
- Dollar

Normalmente os preços variam entre 190 a 250 dólares (de uma locadora para outra) para uma semana de carro econômico. Minha sugestão é reservar sempre o mais barato e na hora negociar um upgrade. Por exemplo, um mustang (quase) zero bala saí por 420 dólares a semana, o que significa 60 dólares por dia. Se você gosta de pegar estrada, invista em um conversível porque é a combinação perfeita para esse tipo de viagem. Não esqueça do GPS (ou mesmo um mapa nas mãos) e prepare um setlist das suas músicas preferidas. Tudo isso faz a diferença.


Separe entre 200 a 250 dólares para a gasolina. Só para se ter uma idéia o trecho completo (1.800 km) da viagem (sem parar para dormir) dá aproximadamente umas 20 horas de estrada, ou seja, dividindo entre cinco a sete dias teremos uma média de três a quatro horas por dia no volante. Claro que alguns dias você deve dirigir menos e outros precisará compensar e isso é o que veremos mais a frente.

Só relembrando que o grande barato dessa trip é o caminho a ser percorrido, os "achados" que quero dividir aqui e que até então não sabia de suas existências.

O Itinerário 

http://roadtrippers.com/trips/51b64b977f3d77641800658a


Primeiro dia - 402 quilômetros ( Vegas até Flagstaff )

Como saímos meio tarde de Vegas (perto das 5pm) seguimos pela US 93 sentido Flagstaff até cruzarmos a Interstate 40 (antiga rota 66) passando pelo incrível Lake Mead onde aproveitamos a luz do final do dia. Nesse primeiro dia rodamos perto de 400 quilômetros até chegar em Flagstaff onde decidimos descansar para o dia seguinte. Dormimos no Travelodge na legendária rota 66.

preparando os equipos para as filmagens...



Segundo dia -  294 quilômetros ( Flagstaff até Page )

Acordamos cedo em Flagstaff e seguimos pela US 89. No caminho, fizemos uma parada para conhecer o Sunset Crater Volcano National Monument e o Wupatki National Monument.

Você precisa pagar 10 dólares para explorar essa região lindíssima que inclui além do vulcão, o monumento de Wupatki e o Walnut Canyon.




Nessa área, cerca de 900 anos atrás um vulcão entrou em erupção e hoje percorrendo suas trilhas dá para tocar e sentir as lavas petrificadas que mudaram para sempre a paisagem do local. É incrível ouvir o som da fragilidade que as lavas emitem enquanto você caminha sobre elas.



No mesmo parque, outra atração é o Wupatki Monument, as ruínas do maior povoado dos nativos americanos e que foi exterminado depois da erupção do vulcão no século XI. Ali você pode ver o que restou da estrutura e saber um pouco mais da história dos índios navajos.


Seguindo pela estrada 89, cruzamos e prosseguimos pela antiga US 160 sentido Tuba City. Cada vez mais imergidos na terra dos índios navajos e bem perto da fronteira do Arizona e de Utah, surge no caminho uma placa apontando para "Dinosaur Track". Aqui é um dos lugares no mundo onde geólogos e caçadores de dinossauros de plantão comprovam a existência da espécie. Não fomos atrás das pegadas, até porque já estava tarde, mas reza a lenda que elas existem.

Como estavámos próximos do fim do dia paramos para ver o pôr do sol. Nada mais restava ali do que um silêncio absoluto, uma imensidão de natureza com o céu alaranjado e o sol se escondendo por de trás de uma montanha bem vermelha. Depois que o sol desapareceu no horizonte, o céu rosa e lilás deu o ar da graça. Para mim, foi um dos lugares mais lindos de toda a viagem.

Na segunda noite da viagem dormimos em Page, no Arizona no hotel Travelodge com a diária por U$ 62.









Terceiro dia -  202 quilômetros ( Page até Monument Valley)

Um dos dias mais esperados da viagem por estarmos indo de encontro com dois gigantes da natureza e que nos inspirou nessa trip: o Antelope Canyon e o Monument Valley.
Acordamos cedo na simpática cidade de Page, tomamos um café da manhã daqueles típicos americanos, no estilo bagel, ovo e bacon e seguimos por uns 25 km até o primeiro parque que nos fez acreditar que essa viagem não seria em vão: o Antelope Canyon.

centro de Page
arredores do Antelope
arredores do Antelope


Na minha imaginação, chegaríamos de carro bem próximo ao local (como qualquer outro parque nacional), pagaríamos um valor simbólico e aí sim estaríamos liberados para ver a natureza atuando nas suas mais diferentes formas e cores. Ledo engano.

Acontece que a visita ao Antelope Canyon é totalmente comercializada pelos índios navajos e isso querendo ou não, tira um pouco a magia do lugar porque você é obrigado a fazer a visita com um guia, com horário marcado e muitos turistas pela volta.



O tour começa em um estacionamento ao ar livre onde você deixa seu carro. Lá mesmo você compra seu ingresso para visitar o Antelope que na verdade são dois e você precisa escolher qual quer ir: o Upper (superior) ou Lower (inferior). O mais famoso e que faz fama ao lugar é o Upper. E foi esse o escolhido da vez.


Com o ingresso nas mãos, saímos em excursão (oito em cada grupo) em um 4x4 safado de desconfortável por uns 10 minutos até chegarmos na entrada dessa formação rochosa bem estreita, onde a brincadeira é entrar por esses paredões coloridíssimos e observar luzes espetaculares entrando por suas frestas. E tudo é realmente incrível e único.


O passeio dura uma hora e meia e o grande desafio é driblar o ser humano (que não pára de matracar) para poder apreciar o local, ou mesmo fotografar. Nem sempre é fácil ser turista...

Não quero desanimar ninguém e pode ter certeza: vale muito a pena conhecer essa maravilha, porém eu faria diferente na segunda vez. Eu escolheria fazer o tour dos fotógrafos que começa às 11 da manhã com duração de duas horas. A promessa dos índios é que dá para se movimentar melhor, o número de pessoas circulando é bem menor, além da luz que é a ideal para apreciar a magia do canyon. O preço é bem mais salgado: pula de 40 para 80 dólares. Escolhemos o tour da uma da tarde e estava abarrotado de gente. Espero que você tenha mais sorte que nós.

Do Antelope, em Page, seguimos mais 188 km (começando pela AZ 98 e depois seguindo pela US 160 e depois US 163) até cruzar a fronteira do Arizona para Utah e dar de cara com a imponência do Monument Valley.






Para se ter idéia dos lugares por onde passamos, você pode conferir nessas imagens que captamos durante a viagem:


1000 miles from daniel azulai bittencourt on Vimeo.