Acordei bem cedo e já fui na sacada ver se continuava a chuva da noite
anterior e por sorte ela tinha dado uma trégua. Machu Picchu na chuva pode até
ser interessante, mas não é o que você espera para um primeiro encontro.
Depois de um cafézão caprichado do hotel seguimos até a pracinha
central (que fica ao lado do nosso hotel) e logo na próxima esquina já se via um
movimento forte de turistas.
A partir dalí, você tem duas opções para chegar até Machu Picchu:
- seguir
a pé os seis quilômetros até o topo da montanha (leva em média 2 horas de
caminhada íngreme).
- Usar
um micro ônibus (viagem de 25 minutos por uma estradinha de chão bem sinuosa) que te deixa
na portão de entrada da Velha Montanha. Esses micro ônibus partem da estação de
Águas Calientes de 20 em 20 minutos e o ticket (ida e volta) sai por nove
dólares. Se você quer ser o primeiro a chegar a Machu Picchu se prepare para chegar cedo na
estação porque o primeiro ônibus parte as 5:10 da manhã e o último volta de
Machu Picchu as 5:30 da tarde.
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| vista do ônibus |
Como não estávamos nesse espírito “caminhada” seguimos no micro ônibus
das 9:30 e próximo das 10 da manhã já estávamos na entrada da cidade.
Ainda
dentro do ônibus já se vê um movimento grande de turistas e ao lado da entrada
um grandioso hotel chamado Machu Picchu Sanctuary Lodge, com diárias a
partir de 925 dólares. Só Mike Jagger e seus amigos para se hospedarem em um
hotel desse nível! Conta-se na boca pequena que quando o rock star esteve ano
passado visitando o Machu Picchu uma chuva torrencial não o deixou apreciar o
local.
Ingressos nas mãos, uma fila pequena, passamos por uma catraca, depois
uma revista e já estavámos dentro da cidade.
Dica: se você quiser, tem uma mesa grande bem na entrada a esquerda com um carimbo lindo de 100 anos de comemoração do local para eternizar no passaporte. Não se esqueça de pedir um mapa gratuito da
cidade também.
Daqui pra frente o que eu falar aqui, seja lá o adjetivo que for, não
será o suficiente para traduzir a emocão que é sentir aquela grandiosidade da natureza bem
na sua cara, cada pedra, cada canto, toda a energia girando bem viva naquelas velhas montanhas
gigantescas.
É algo realmente emocionante e único.
E se você ainda tem dúvida se vale a pena conhecer o Machu Picchu, tenha a certeza que a hora que você der de cara com essa paisagem ao vivo, vai sentir algo muito maior que a sua própria respiração, algo dificil de explicar em palavras…algo como se fosse
um sonho.
Dicas, dicas:
- Leve água
porque o passeio é longo e o sol é de rachar mesmo.
- Filtro solar é
imprescindível!
- Quando eu
voltar pela segunda vez quero fazer um pic nic (é permitido) no meio daquelas
pedras incas tão lindas! Só (pelaamordedeus) deixe tudo limpinho na hora de ir
embora.
- Vista-se em
camadas: fica mais fácil pra se adequar ao clima na montanha que muda
rapidinho.
- Aprecie,
aprecie. Sente-se na grama e fique ali por horas admirando esse presente.
- Se você gosta
de fotografar, não esqueça de carregar uma bateria extra e se prepare porque
os ângulos, cores e dimensões são de tirar o fôlego.
Mas não tem nada de ruim no Machu Picchu?
Tem sim senhor e sabe o quê é? o seu semelhante!
Como o Machu Picchu se transforma diariamente em uma enorme torre de babel com gente do mundo inteiro falando diferentes
línguas e se comportando tal qual a educação que lhe foi ensinada,
pode-se esperar de tudo. As vezes amigos, é triste.
Durante as quase cinco horas de passeio pelo parque arqueológico, eu assisti uma
cena por lá que foi ultrajante.
Uma mulher e uma amiga vestidas como se
estivessem indo pra “night” sentaram por uma meia hora lá no topo da montanha e
em posse de um celular ligavam muito animadas para vários amigos contando onde
estavam e tal. O que aconteceu é que a voz gritada e as gargalhadas dessas mulheres
ecoavam forte e incomodaram muitas pessoas que estavam em silêncio apreciando o local.
Lidar com esse tipo de
falta de educação requer muita paciência. Só mesmo um monge para abstrair com esses tipo de situação. Nessas horas você respira e lembra de Sartre com sua famosa: “O inferno
são os outros”.
Agora entendo porque algumas pessoas buscam como prioridade nessa viagem alternativas de chegar bem cedinho ao local sem multidão por perto...
Agora entendo porque algumas pessoas buscam como prioridade nessa viagem alternativas de chegar bem cedinho ao local sem multidão por perto...
Para ir com calma, apreciando cada pedacinho da cidade e fotografando
você deve levar entre quatro a cinco horas de passeio. Por isso que uma
barrinha de cereal, uma maçâ e uma garrafa de água são salvadoras nesse
momento.
Macho Picchu é um lindo presente, por isso aproveite cada momento quando
estiver por lá. E ainda dá pra brincar com as alpacas e lhamas da região!
A volta para Águas Calientes foi bem tranquila e aproveitamos para
almoçar em um dos restaurantes mais bem comentados da cidade chamado Indio Feliz!
Fica bem pertinho da praça principal e o local é uma atração `a parte:
decoração bem criativa, com cartões postais ou de visita pelas paredes de vários
turistas que passam por ali. A comida é divina e o atendimento impecável. Uma
experiência de restaurante!
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| Ceviche! |
Logo depois do almoço, pegamos o nosso trem de volta para Cusco que saiu `as
16:45 da estação. Dormi como uma pedra de tanto cansaço no trajeto que levou
quase três horas até Ollantaytambo. De lá tivemos que seguir em um ônibus até Cusco (cortesia da Peruail) porque não rolou de trem: tinha um trecho interditado por causa das fortes chuvas na região.
Chegamos muito cansados e com fome. Seguimos a dica esperta do nosso amigo Paulo e fomos comer em um restaurante delicioso e charmoso chamado Cicciolina bem pertinho da Plaza Del Armas. Recomendo total.
Chegamos muito cansados e com fome. Seguimos a dica esperta do nosso amigo Paulo e fomos comer em um restaurante delicioso e charmoso chamado Cicciolina bem pertinho da Plaza Del Armas. Recomendo total.
Mais uma última
caminhada pela cidade e voltamos para o hotel descansar.
No dia seguinte, acordamos cedo e fomos direto para o aeroporto pegar
nosso vôo para Lima.
Sobre Lima prefiro não me atrever a escrever porque passei apenas 24
horas na capital peruana. A única dica que tenho para oferecer é um restaurante
maravilhoso chamado Mango’s que fica na beira mar com uma vista lindíssima do
Pacifico no fim de tarde. Ali comemos um ceviche, prato típico da cidade e tomamos nossa última Chicha Morada e um suco de maracujá dos deuses!
No dia seguinte cedinho já estávamos voltando para casa...
Se voce procura um ótimo guia turístico no Perú, entre em contato com o Raul Pacheco: (51 01) 984686414 ou 984322941.
Viva Perú








































