15/05/2010

Figueres e Cadaqués - Uma overdose de Dalí

Hoje pela manhãacordamos às 8h00, tomamos um banho, preparamos um cafezão, arrumamos as mochilas, encontramos com o nosso amigo Rodrigo e fomos até a Europcar (aqui do lado da casa da Bah) alugar um coche para irmos para Figueres conhecer o Museu do Salvador Dali.


Figueres fica a 200 km de Barcelona e é a cidadezinha onde nasceu e morreu o pintor catalão. É de lá que se concentra o maior acervo de suas obras. O museu é incrível e um prato cheio para os amantes de Dali. Tem um pano gigante no centro do museu que você fica imaginando o trabalho que deu pra pintar tudo aquilo. Imagina a altura do andaime e a quantidade de tinta.







Outra sala do museu que é incrível é a mulher loira da boca vermelha. O barato dessa instalação é subir uma escadaria em forma de camelo e  lá de cima através de uma lente de aumento gigante você vê o formato do rosto da mulher com o nariz, boca, cabelo, todo o rosto meio que tridimensional. 


A arte de Dali sempre me trouxe curiosidade e gosto de ficar imaginado o que ele pensava quando estava criando e gosto dos seus símbolos que muitas vezes se repetem nas suas invenções  (os pregos, as formigas, os elefantes com pernas bem altas, mulheres pulando corda, cabeças rachadas, entre outros...).


Tem sempre algo fora do convencional e muito me atrai ficar admirando suas idéias e são várias as que você vê no museu. Dalí não fica só na tinta. Ele faz esculturas, trabalha com fotografia + pintura e até holografia com o Alice Cooper.  


Depois do passeio pelo museu que durou umas duas horas fomos até Portlligat, em Cadaques, que fica a 30 km de Figueres, sentido praia, para ver a casa que Dali viveu com Gala por mais de 50 anos. 


Uma casa toda branca, estilo grega, incrustada em uma montanha, com uma vista para uma praia bem bonita.




Dentro da casa, a mobília intacta desde a época que Dalí ali viveu, todo o seu ateliê, com janelão de vista para o mar. O quarto do casal é uma obra de arte, aliás, tudo entre os dois era bem forte, eles eram muito apaixonado e isso é fácil de perceber no passeio pela casa.




O jardim também é lindo, com uma piscina bem excêntrica. Aliás, do quarto do casal, tinha uma portinha que saia direto para piscina. Cada pedacinho desse esconderijo onde ele viveu tem algo de interessante.


Eu gostei de “quase” tudo, exceto uma paixão que ele tinha que acho estranha. Ele adorava a arte da taxidermia: bichos empalhados era com ele mesmo. Em uma das salas, você via três lindos e enormes gansos empalhados que viveram com o casal durante muitos anos. Dali os empalhava e os deixava ali na sala como decoração.

Um dos seus amigos, sabendo do gosto do pintor pelos animais lhe presenteou com um urso (também empalhado) que fica no hall de entrada. 


Depois da overdose artística, pegamos a estrada de volta a Barcelona e fomos conhecer a casa do Rodrigo e da Claudia. Eles moram perto da Sagrada Família também. Por lá ficamos conversando, trocando novidades sobre música e falando sobre filmes (eles tem uma filmoteca em casa).


Depois eles nos levaram para comer em um restaurante maravihoso chamado El Cocinero, típico catalão, daqueles que vem o primeiro prato, segundo prato e ainda a sobremesa. 
Escolhi pratos 100% desconhecidos ao meu paladar. 


Fideua - prato tipicamente valenciano

O primeiro foi o Fideua, um prato divino, primo irmão da Paella. De segundo prato, veio o “Galtas a La Crema de Pina” e por último (já não agüentando mais), fresas com nata. Tudo isso regado a sangria, muita risada e no comando, a Ana, dona do restaurante, que é um doce de pessoa. 





Depois dessa orgia alimentar, nada mais importava, só o descanso dos campeões! ☺

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