16/12/2012

Lençóis Maranhenses - aventura por uma imensidão de paz - Parte II

Parte II - Santo Amaro

Antes de começar a aventura pelos Lençóis acho importante localizá-los nesse pedaço de terra com 270 quilômetros quadrados e nada melhor que um mapa. Só para se ter uma idéia, o parque representa a cidade de São Paulo em espaço territorial ou seja, o lugar é imenso!

E quando me dei conta dessa informação pela primeira vez, veio a pergunta: então tem várias maneiras para escolher que pedaço dos lençóis você quer conhecer? sim!





Pesquisando, você encontra na verdade dois acessos mais conhecidos:
  1. Santo Amaro - de mais difícil acesso, representa 40% do parque e tem fama das maiores e melhores dunas dos lençóis. Para os mais curiosos, o premiado filme "Casa de Areia" foi todo filmado em Santo Amaro. Já fiz um relato de como chegar até o povoado aqui
  2. Barreirinhas  - o acesso mais fácil para chegar aos Lençóis é alugar uma voadera, fretar um barco ou usar o barco de linha dos nativos e navegar pelo rio Preguiça que vai margeando o parque até desembocar no oceano Atlântico.  Nesse trajeto que dura aproximadamente duas horas e meia, o negócio é ir parando nos pequenos povoados que beiram o rio como Caburé, Atins, Mandacarú entre outros. Mas essa parte da viagem eu ainda vou descrever com calma. Voltemos para Santo Amaro. 

De Santo Amaro, com indicação da Fúlvia, proprietária do Ciamat hotel (onde nos hospedamos) contratamos um carro 4X4 com um nativo para passarmos o dia todo passeando pelos Lençóis. No itinerário conhecemos duas comunidades ribeirinhas chamadas Betãnia e Espigão. Por ali o mundo parou e tudo que se vê é uma calmaria sem fim. Um silêncio diferente se misturam com os coqueiros, as casas de taipa, feita de madeira e barro, tudo bem simples, com bastante porco ao redor, cachorros, e um cheirinho de comida trabalhada no fogão à lenha. 


Antes mesmo de chegar nas dunas, paramos em uma das casas da comunidade para conversar com a dona Maria, escolher o cardápio e  marcar um horário para o almoço. É isso mesmo: no povoado não tem restaurante e é de praxe encomendar um almoço nas casas dos nativos. A opção do cardápio é mínima: galinha ao molho pardo (que é feita com o sangue da galinha) ou galinha "sem molho pardo" que foi a nossa escolha. Nesse tempo, enquanto ela preparava o almoço, seguimos de carro em busca das dunas com piscinas de água natural da chuva.


No caminho cruzamos o rio Alegre e mais uns 20 minutos já estacionamos o carro para começar uma pequena caminhada até a famosa lagoa da gaivota. 


Uma imensidão de paz invade tudo ao redor. Um silêncio que não estamos mais acostumados toma conta de tudo e a sensação é de como somos pequenos diante da natureza. A imagem é surreal, algo nunca visto antes aos meus olhos. Por ali ficamos por horas descendo e subindo dunas, nadando, descansando e apreciando o local. Infelizmente não pegamos o melhor momento das piscinas naturais. A seca por essa região está forte há quase uma década e foram poucas as lagoas que estavam com água realmente cristalina. 

Na volta, mais uma experiência única! Paramos na dona Maria para almoçar no quintal da sua casa. Água de côco doce tirada do pé era o que tinha para beber e o almoço na mesa era farto: macarrão ao sugo, arroz, feijão e a galinha sem molho pardo. Comida caseira feita no capricho.



Depois do almoço, uma siesta na rede por meia hora fazia parte do pacote. Foi fácil tirar um cochilo...
Lá perto do fim do dia seguimos caminho de volta à simpática Santo Amaro e no caminho ainda paramos por uma meia hora para tomar um banho de rio. 


O céu no fim de tarde em Santo Amaro foi algo indescritível...


No dia seguinte, dia de partir para Barreirinhas para conhecer um outro lado dos lençóis maranhenses. 

Santo Amaro vai deixar saudade e espero mesmo um dia poder voltar.


No próximo post, vamos conhecer os lençóis maranhenses a partir de Barreirinhas, descendo pelo rio Preguiça...




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